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Através da reunião do estudo de filosofias
humanas envolvendo pensamento positivo, autoajuda, mentalismo,
linhas ocultistas, religiões, terapias alternativas, etc.,
chegamos ao Século 21 munidos de todas as ferramentas
necessárias para sermos felizes e realizados. E o elemento comum
a toda denominação é o Eu. Não o egóico (o conjunto de eus que aprendemos a
representar em nossa cultura/sociedade). Mas o Real, que tão pouco
conhecemos (ainda).
Partindo dos estudos relativos ao 'Material Seth',
energia não física canalizada por Jane Roberts, cujas ideias movimentaram - nas décadas de 1960, 70 e 80 -
uma vasta abrangência de conhecimentos espiritualistas não
atados a uma religião específica, embrenhando-nos por alguns dos
conceitos explorados por autores que beberam da fonte Sethiniana
e desembarcando num mundo não novo, mas recém-descoberto em
função dos estudos e práticas realizados, deparamo-nos com um
poder pessoal
que sempre foi nosso, bastando apenas o encetar da viagem a fim
de descobrirmos que ninguém é dono de um conceito, representando
apenas o papel de canal através do qual a mensagem é divulgada.
Os que vieram após
Seth, beberam de sua fonte.
Entre eles, além dos
escritores que não declaram energias não
físicas como co-autores de seus trabalhos (como Richard Bach, Neale Donald Walsch, etc),
os que mais recebem visibilidade são os chamados
Abraham
(grupo de entidades não físicas,
canalizados pela norte-americana Esther Hicks), em função da
simplicidade e amorosidade - ao menos no início do trabalho, nos
idos de 1984 - e, infelizmente, repetitividade dos temas
discutidos e das respostas, dadas paciente e e sistematicamente.
Ao estudarmos o trabalho que vem sendo produzido
da década de 50 para os dias atuais, é possível percebermos uma
ampliação sobre o tema espiritualidade, onde o poder - antes
creditado apenas a um Deus desconhecido - tem sido mais e mais
reconhecido como um poder humano, capaz - quando trabalhado - de
promover aperfeiçoamentos na qualidade de vida e até curas de
males para os quais a ciencia dos seres humanos não consegue
resposta.
Uma vez uma pessoa me passou um ditado que dizia
"um dia, a ciência vai chegar no topo da montanha e, ao chegar,
vai descobrir que a espiritualidade esteve sentada ali o tempo
todo".
Essa progressão dos estudos espiritualistas está
nos aproximando dessa montanha, dando-nos a possibilidade de
descobrirmos a espiritualidade antes mesmo de chegarmos ao topo
da montanha.
Junto com a mudança pela qual toda a sociedade
passa, também nos cultos tradicionalistas vemos mudanças,
comportamentos que os mais tradicionais chamam de mistura de
credos, de práticas. Embora tenhamos a tendência de menosprezar
a forma que toma os credos que apresentam semelhanças com outros
é bom que também permitamos a inclinação natural que nos leva a
perceber que estamos, enfim, chegando a um consenso e que, mesmo
que demore ainda mais tempo, todo esse aparente desequilíbrio
está nos levando a um equilíbrio mais que perfeito (na visão
mais estreita) e ansiado.
Os Estados Unidos é ainda o país do qual mais
recebemos influencia cultural e, não à toa, ao discutirmos uma
espiritualidade mais moderna, é comum que nos voltemos mais para
o material produzido nesse país, fugindo um pouco da
espiritualidade praticada e conhecida no Brasil, tão voltada
para temas corriqueiros envolvendo relacionamentos pessoais e
afetivos e/ou situação financeira individual. Mais afoita, mais
ousada, o conjunto do trabalho produzido pela chamada
espiritualidade norte-americana nos aguça os sentidos de maneira
especial por propiciar-nos abordagens sobre temas mais
universais ainda relacionados à existencia humana.
Dos chamados espíritos mediunizados no Brasil,
talvez Ramatís seja o que melhor representa esse filão mais
ousado, embora tenhamos que levar o médium em consideração a fim
de exercermos a percepção sobre o tema aborda, já que na defesa,
ou ataque, de alguns assuntos a maneira diverge, as opiniões
expressas acabam se descontradizendo.
Isso nos leva a perceber a influencia do médium
na mensagem, o que Seth se referia como "pureza do canal", uma
faculdade desenvolvida pelo humano para se comunicar com
personas de frequências energéticas mais altas (não melhores,
mas mais altas que as nossas em termos de suportar campos de
realidades). E a partir dessa percepção é possível ampliarmos
nosso próprio campo de visão em relação a 'ao que é
mediunidade'. E a conclusão pode ser: sobre mediunidade ainda
não entendemos nada, já que formamos uma ideia engessada tomando
por base a sistematização de Kardec e seguimos com ela dando
origem a todo tipo de distorção que só faz ampliar nosso estado
de dependência espiritual - embora daí não advenha apenas
negatividade.
De qualquer forma, estamos nos ampliando. E
embora essa ampliação possa estar acontecendo a apenas algumas
pessoas, ela é real. E é para esse futuro que estamos nos
encaminhando, de maneira que podemos não chegar aonde a religião
está, mas perceber que já estamos onde ela está, de onde nunca -
nem os seculares, nem os espiritualistas ou religiosos - saíram.
Fui criada em um meio em que era comum ver pessoas
entrando em contato com energias não físicas. No Brasil
esse fenômeno é comum nas religiões/círculos espirituais
conhecidos como candomblé, umbanda, kardecismo, entre
outras.
Existem muitas maneiras de entrar em contato
com energias não físicas. Psicografia, incorporações,
irradiação, Psicofonia, canalização...os nomes são
muitos, as finalidades divergem, mas o fenômeno é real.
Não sei que tipo de fenômeno é esse, duvido que
muitos saibam. Não sei com quem estamos entrando em
contato, se com outros sempre, se com uma parte
multidimensional nossa mesmo, se esse é apenas um
fenômeno psíquico destinado a alguns. Mas comecei a
estudar esse fenômeno e quanto mais estudo, mais dúvidas
tenho. Encontro uma verdade aqui para encontrar duas
dúvidas ali. E não acredito que homens simples como eu
possam ter a resposta. Se alguém tem a resposta, a
resposta é moldada por suas próprias crenças, não
necessariamente por uma realidade isolada de quem a
pessoa é, pois, ao final, o que é a vida senão a
realidade de cada um a partir da experiência de cada
um?
Fato é que tudo está à mão, bastando usarmos o
método mais apropriado - para cada um, pois não "o método"
certo, apenas aquele que produz um resultado mais adequado de
acordo com nossas necessidades no momento em que estamos
vivendo. E nesta
seção do site procuro colocar textos meus, textos traduzidos de
outros autores, material que possa nos conduzir de maneira
qualitativa ao longo de nossa jornada pessoal. Assim vamos
caminhando com a ampliação que não para de ocorrer.
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